Procuradora do Trabalho Melícia Carvalho Mesel representa o MPT no XV Encontro Nacional da COPEVID

A Procuradora do Trabalho e titular, no âmbito do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (COPEVID), Melícia Carvalho Mesel, participou do XV Encontro Nacional da comissão, que aconteceu nos dias 4 e 5 de dezembro, na sede do Ministério Público do Estado do Espírito Santo. Promotoras e Promotores de Justiça dos 26 Estados da Federação e do Distrito Federal, além de Procuradoras do MPT, do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público Militar (MPM), estavam presentes no encontro. 

O evento, dedicado à articulação de ações integradas para o enfretamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres, envolveu a participação de especialistas do sistema de justiça, incluindo áreas como segurança pública, análise de dados e debates. A programação contou com a palestra magna da especialista em crimes de gênero e feminicídios, a Advogada Fayda Belo, que abordou o papel do Ministério Público na prevenção e no enfrentamento à violência institucional de gênero, além de palestra tratando dos seguintes temas: “O enfrentamento à violência doméstica contra a mulher no Direito das Famílias: desafios e fricções”, ministrada pelo Promotor de Justiça Thimotie Aragon Heemann; “Entre a Proteção e a Esperança: Políticas Públicas e Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica no Cuidado a Mulheres e Crianças”, pela Procuradora de Justiça Carla Araújo; “Orçamento no Enfrentamento à Violência de Gênero contra as mulheres e a Lei 10.899/24”, pela Auditora de Controle Externo Karine Tomaz Veiga; “Da possibilidade da suspensão condicional do processo em crimes de violência doméstica”, pela Promotora Dulcerita Soares Alves; “Violência Psicológica: Um Olhar Técnico e Jurídico sobre a Avaliação e a Resposta Estatal”, pela Promotora Valéria Scarance; e “Do dado à ação: estratégias de enfrentamento ao feminicídio no DF e o efeito copycat”, pelo Coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios do Distrito Federal, Marcelo Zago Gomes Ferreira.

“Enquanto observamos outros países reduzirem os números de feminicídios, o Brasil segue numa escalada alarmante, com 1.500 casos só neste ano. Para mudar esse quadro precisamos juntar as forças de todos os órgãos e instituições que compõem o sistema de justiça, dos poderes públicos e da sociedade como um todo, mas tenho absoluta convicção de que a principal medida para acabarmos com a violência contra as mulheres é por meio da educação. É preciso educarmos nossas crianças, desde bem cedo, para que não pratiquem e nem tolerem atos de violência contra meninas e mulheres. Devemos, também, promover campanhas de esclarecimento e conscientização, em todos os espaços, a começar pelas escolas, sobre esses atos de violência, inclusive as violências mais sutis, que às vezes passam despercebidas porque já estão naturalizadas”, ressaltou Melícia Carvalho Mesel.


"É preciso educarmos nossas crianças, desde bem cedo, para que não pratiquem e nem tolerem atos de violência contra meninas e mulheres."
"É preciso educarmos nossas crianças, desde bem cedo, para que não pratiquem e nem tolerem atos de violência contra meninas e mulheres."